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Falar de Educação, nos dias que correm, não é seguramente tarefa fácil…

30/11/2009

 

Discurso da Directora do Agrupamento, Ana Paula Santos,  aquando da visita do Sr.

Presidente da República à Escola Padre António Morais da Fonseca


Falar de Educação, nos dias que correm, não é seguramente tarefa fácil

A Escola/Educação está a atravessar uma crise de identidade que exige

uma resposta urgente pois podemos correr o risco de desperdiçar todo um

trabalho que tem vindo a ser construído.

Em educação não pode existir um adiar de decisões ou de tomadas de

posição. Trata-se da formação global e pessoal do indivíduo. Trata-se de

assegurar o futuro. Trata-se de entender uma concepção de Educação, que

invista essencialmente na formação do ser humano na sua globalidade, como

ser consciente, problematizador nas suas relações, capaz de responder aos

desafios e construir uma consciência crítica, no mundo e com o mundo, e a

Escola como um espaço privilegiado para o desenrolar dessa educação.

Só assim, podemos assegurar que estamos a pensar a Educação.

Por tudo isto, defendo que a escola deve orientar-se por uma perspectiva de

integração comunitária, envolvendo de forma adequada a participação dos

docentes, alunos, famílias e comunidade envolvente.

Uma escola que promove uma cultura de participação e é capaz de partilhar a

educação com toda a comunidade torna os cidadãos mais responsáveis e

livres na sociedade.

É um trilho difícil…mas não impossível.

O trabalho que tem vindo a ser desenvolvido neste Agrupamento de Escolas, e

aquele que pretendo expandir nos próximos 4 anos e que define a missão do

nosso Projecto Educativo, prende-se com a formação integral do aluno tendo

em vista criar condições de promoção do sucesso escolar e educativo a todos

esses alunos, estimulando as capacidades de cada um, de modo a

proporcionar a aquisição de conhecimentos basilares, que permitam o

prosseguimento de estudos e/ou a sua inserção em esquemas de formação

profissional. não esquecendo valores fundamentais como o Desenvolvimento

Moral e Cívico, a Solidariedade, a Liberdade, a Criatividade, o Espírito Crítico,

a Autonomia, a Responsabilidade e o Saber aliar a teoria à prática.

Defendo um espaço educativo ABERTO, porque este pressupõe que a escola

deixa de pertencer exclusivamente aos docentes e aos alunos, para passar a

pertencer a toda a comunidade, sendo eles parte integrante.

O papel que actualmente é atribuído à escola ultrapassa a mera função de

transmitir conhecimentos. A Escola de hoje tem a seu cargo um leque de

papéis, que vão desde a leccionação até ao reforço das aprendizagens,

passando pela dimensão humana dos alunos, entender o seu contexto e até

fazê-los regressar à escola. Quando essas vertentes são contempladas, a

escola, tem de ter prevista uma flexibilização da oferta educativa, tem de

investir e reforçar a qualidade das aprendizagens, precisa de aperfeiçoar

anualmente os critérios com que os alunos são avaliados e é fundamental que

dinamize de forma entusiasta projectos potenciadores de experiências de

cidadania activa.

Todo este complexo processo requer aprendizagens por parte de quem está no

terreno – os Professores e Assistentes Operacionais – a quem, na maioria

dos casos, foi ensinado como e o que deve ser feito com grupos padronizados,

e que hoje não são a nossa realidade.

Também às famílias se colocam novos desafios: a sociedade moderna exige

que os nossos filhos valorizem a escola e a formação ao longo da vida, que

sejam empreendedores na procura da aprendizagem e de empregos, que

tenham autonomia e capacidade para questionarem-se a si e à realidade.

Os nossos alunos precisam de ver os Pais Envolvidos na sua vida escolar e a

participar construtivamente na dinâmica das suas escolas.

Nesta missão, tem sido um facto de enaltecer, a contribuição dos agentes da

comunidade da Murtosa – Município, Juntas de Freguesias, Centro de Saúde,

Bombeiros Voluntários; diversas Associações e Empresas; Associações de

Pais e Encarregados de Educação. Estou certa que, assim, continuaremos lado

a lado nesta caminhada. Este é o universo de relações humanas que

pretendemos consolidar, sabendo que vão evoluindo ao longo do tempo e

ajustando-se ao processo dinâmico de construção de uma comunidade escolar

e civil coesa, que todos com certeza desejamos.

Só nesta cooperação conseguiremos que haja verdadeira co-

responsabilização dos intervenientes na educação de cada criança e cada

jovem. Sei que existem muitas forças positivas e habilitadas capazes de se

unirem num esforço convergente.

O conhecimento da realidade, a colaboração de todos os agentes educativos e

o acreditar que é possível dar passos em frente, levou-me a abraçar este

projecto rumo a uma escola de qualidade.

O meu contributo para este desafio passa por assumir uma liderança

forte, procurando transformar os momentos de crise em oportunidades

vantajosas.

Os resultados do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por este

Agrupamento de Escolas já começam a surtir efeito. A taxa de abandono

desceu significativamente, os resultados dos exames nacionais do 9.º e 12.º

anos situaram-se acima da média, elevando assim a escola para uma posição

meritória na ordenação das escolas a nível Nacional.

Esta fasquia reporta-nos para uma responsabilidade acrescida onde o esforço

comum é factor indispensável para a implementação de uma escola de

qualidade que se quer de TODOS e para TODOS.

A Directora do Agrupamento de Escolas da Murtosa

Ana Paula Santos

Murtosa, 21 de Novembro de 2009

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