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Desafios de Escrita de Português – Experiências marcantes!

28/01/2013

   Um dos desafios de Escrita de Português no 8ºB e no 8ºC foi os alunos contarem uma primeira experiência que os tivesse marcado, real ou imaginária. Estes foram alguns dos textos que resultaram de processos de escrita e reescrita, até chegarmos a um ponto em que ficámos, professora e alunos, contentes com os produtos finais.

Uma experiência marcante

Para mim, uma experiência marcante na vida foi andar de avião. Foi no dia 19 de agosto do verão passado, ao viajar de Lisboa para Londres com os meus pais!

Nesse dia tive de me levantar às 5h30 da manhã pois o embarque era às 8h e tinha que estar no aeroporto antes da hora. Para chegar lá, os meus pais chamaram um táxi, o que também foi uma primeira experiência.

No aeroporto de Lisboa, antes de chegar ao avião, passei pelo shopping do aeroporto onde estive igualmente pela primeira vez. Quando era quase hora de ir para o avião, tive de correr para não perder o voo…

Dentro do avião, sentei-me no lugar da janela para poder apreciar a vista. Eu não conseguia acreditar que pela primeira vez ia sair de Portugal!

No avião, ouvi o barulho dos motores, pois estava nos lugares de trás, senti a pressão nos ouvidos, li um livro, vi um bocado de televisão e comi uma refeição ligeira.

Às 10h30 o avião aterrou em Londres, no aeroporto de Heathrow, e senti logo um clima diferente: mais húmido e mais ameno. Por todo o aeroporto viam-se bandeiras dos Jogos Olímpicos de Londres, que se realizaram neste ano, já que Heathrow era a entrada oficial para os atletas dos Jogos. Outra coisa completamente diferente era a língua. Como éramos dos únicos a saber português, podíamos dizer qualquer coisa que ninguém entendia.

Eu adorei esta experiência. O andar lá em cima no meio das nuvens e o sentir as trepidações causadas pela turbulência, provocava em mim a sensação que ia morrer, que me ia despenhar e cair em terra ou no mar. Contudo, voar entre as nuvens e vislumbrar o majestoso oceano, as cidades iluminadas, o verde dos campos e dos bosques e os meandros dos rios foi uma sensação inesquecível, ficando o desejo de querer repetir.

Álvaro Barbosa 8.ºB

Perdida a caminho da escola

Estava de castigo. A minha mãe castigou-me por algo que eu fiz e de que já não me lembro, por isso eu tinha de ir para a escola sozinha de bicicleta.

Andava no terceiro ano, na primária, e estava habituada a que a minha mãe me fosse levar. Eram 8h em ponto e a minha mãe acordou-me. Lavei a cara, vesti a roupa que ela tinha escolhido para mim na noite anterior, ela penteou o meu cabelo porque eu ainda não conseguia e preparou-me o pequeno-almoço. Nesse dia, lembro-me que foi uma tosta mista e leite com chocolate.

Por volta das 8h30 saí de casa. A minha mãe estava preocupada, eu sabia disso, mas não voltou atrás com o castigo. Comecei a andar e montei na bicicleta, pedalei e pedalei sem parar nos “STOP”, sujeita a ser atropelada, mas eu não tinha noção. Estava exausta, cheia de calor, com a mochila da Barbie no cestinho da bicicleta.

Virei num cruzamento e continuei a pedalar, mas depois apareceu outro e eu já não sabia o que fazer nem para onde ir, não tinha telemóvel e não sabia onde estava. Lembrei-me de chorar, e foi o que fiz, parei no meio da rua e chorei.

Passados uns minutos apareceu uma rapariga com cerca de 20 anos. Pelo menos, naquela altura, pareceu-me. Perguntou o que eu tinha e se ia para a escola. Eu expliquei que me tinha perdido mas omiti que estava de castigo. Ela então levou-me à escola. Quando cheguei, os meus amigos estavam à minha espera e perguntaram por que estava a chorar, mas eu menti, disse-lhes que me tinha entrado um mosquito para o olho.

Depois decorreu tudo normalmente e, no fim do dia, o meu avô foi comigo para casa. Na altura não contei o que se passou, só recentemente é que a minha mãe soube.

Se não fosse aquela rapariga, o que teria eu feito?

Jéssica Silva, 8ºC

Primeiro dia de aulas

Lembro-me como se fosse ontem… Ia no carro a cantarolar uma música que estava a dar no rádio. Tinha os meus 7 anos, era muito alegre e sempre a sorrir, era uma criança feliz. A minha mãe chateava-se comigo quando eu começava a cantar as músicas pois dizia que eu a distraía, mas naquele dia nem me disse nada, devia estar a “dar-me um desconto”.

Eu notava que ela ia ter saudades minhas. Nunca tinha ido para o infantário nem para a pré‑escola, por isso ela estava habituada a estar os dias comigo, durante o dia todo. A partir daquele, seria diferente.

À entrada da escola comecei a sentir um nó na barriga. Não conhecia ninguém, não tinha amigos… e via muitos meninos da minha idade a chorar… mas não! Eu não ia chorar, já era uma menina grande, já ia entrar para a escola, não podia chorar!

Dei um beijo à minha mãe e reparei que ela estava com a lágrima no canto do olho, mas devia ser só impressão minha. Então a minha mãe, tão grande, estava a chorar? Os adultos, também, eram muito esquisitos…

Entrei na sala de aula e vi uma senhora a sorrir para mim. Senti-me mais confiante, entrei e sentei-me. Apresentámo-nos todos, incluindo a professora, e na altura do intervalo já tinha montes de amigos.

Às 13h a minha mãe veio buscar-me à escola e deu-me um abraço bem apertado, perguntou-me como é que tinha corrido o dia e eu, toda contente, contei-lhe tudo sobre os amigos que tinha arranjado e as coisas que tinha aprendido na escola. Mais tarde, contei tudo outra vez ao meu pai e à minha irmã.

Fiquei ansiosa pelos próximos dias de aulas!

Beatriz Almeida, 8.ºB

Primeiro dia na escola

Eu pensava que era como nos filmes, que iria ser gozada, maltratada, desprezada, humilhada pelas outras crianças e que ninguém iria gostar de mim como eu era. Afinal de contas, era o meu primeiro dia numa escola, era o 1.º ano, do 1.º ciclo…

Andava praticamente sozinha porque tinha medo dos outros, eram maiores que eu… Cheguei até a chorar e a fazer birra para não ir para a escola, preferia ficar na cama. Eu era criança, mas tinha sentimentos, tinha medo.

No entanto, ao longo do dia, fui-me apercebendo que, afinal, não era só eu, havia muitas mais crianças a sentirem-se assim. Fui começando a lidar com os outros, até que já estava ambientada no grupo de amigos. Deixei de andar sozinha e quando vinham mais crianças para o seu “1.º dia” eu ia dando uns sorrisos e dizendo “Olá. Então tudo bem? És nova cá?”.

Hoje posso dizer que já não tenho medo de dar um passo em frente e tentar ser sociável com pessoas novas, embora nem todas sejam como nós esperamos. Umas querem que nós mudemos para ser aceites, outras que sejamos como elas, outras não, simplesmente nos aceitam e tornam-se o que somos hoje… Amigos!

Jéssica Brás, 8.ºC

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